AS CRIANÇAS ÍNDIGO E CRISTAL X AS CRECHES E ESCOLAS INFANTIS

Esse é um tema recorrente em todos os atendimentos que tenho feito, já há muitos anos: colocar nossas crianças da geração Índigo e Cristal, em creches desde bebês e, posteriormente, em escolas infantis, com a justificativa de que as mães precisam sair para trabalhar fora. Sim ou não?

Tratar desse assunto exige uma contextualização, sem dúvida e assim como faço tal contextualização, cada vez que converso com os pais que me procuram, também o farei, aqui.

A causa raiz e o motivo principal para que as creches escolas infantis tenham se multiplicado tanto nos últimos 20 anos, entre nós, está no fato objetivo de que as mulheres se emanciparam e resolveram sair a trabalhar buscando seu espaço como profissionais visando sua realização como ser humano e também a igualdade de direitos sociais, trabalhistas e civis. Numa sociedade capitalista como a nossa, tais direitos e a conquista de poder estão diretamente ligados a conquista financeira. Ponto. Nessa árdua caminhada de lutas e batalhas, nós, as mulheres realmente chegamos muito longe, sem dúvida embora a almejada igualdade de direitos ainda siga clamando por muitos passos além e ajustes importantes. No entanto, como todo o caminho de lutas e batalhas, sempre existem as perdas, as feridas, as baixas e os lutos, digamos necessários. A vida é assim, diriam alguns, um caminho feito de desafios e lições a aprender com eles. No entanto, o que desejamos ressaltar e chamar a atenção, nesse contexto, é que essa caminhada até aqui foi guiada preferencialmente por uma visão cartesiana e reducionista do ser humano e portanto, por uma olhar predominantemente materialista da vida e das relações. A cada passo dessa caminhada, homens e mulheres foram se distanciando e separando da visão mais sutil e espiritual da vida, da realidade e das relações. Homens e mulheres foram se distanciando da própria Essência e de seu mundo interno e espiritual e tornaram-se, de certa forma caricaturas de si próprios. Homens e mulheres se tornaram “inimigos” reais e virtuais, se colocando em lados opostos de nosso contexto cultural, social, político, econômico e principalmente, afetivo e humano. O resultado, estamos vendo e vivenciando, todos nós: as cidades cresceram em demasia e de forma desordenada com seus inúmeros atrativos, as pessoas saíram do campo e do interior e perderam-se de suas raízes culturais, familiares e valores estruturais, as famílias se desconstruíram e se perderam bem como a noção original de família como núcleo formador, organizador e sustentador da vida humana com seus laços afetivos, valores éticos e morais, exemplos inspiradores e referências culturais inclusive de antepassados. A tal ponto que as relações e laços entre homens e mulheres se tornaram muito fugazes, vulneráveis e passíveis de serem radicalmente abaladas e rompidas por questões como as diferenças individuais , pequenos conflitos de interesses e disposições diversas em relação a temas que envolvem a vida diária de um casal, de uma família. Por trás dessa fugacidade das relações que já deu origem a estudos e livros que se referiram ao tema com denominações como ” O homem Light” e “Amor líquido”, provavelmente, vamos encontrar a mentalidade extremamente individualista e egoísta, onde não há espaço para o diálogo verdadeiro e muito menos para a negociação e a conciliação. De tal forma que, nos meios jurídicos, nas Varas de família vimos surgir uma área, relativamente nova, denominada Mediação Familiar, onde advogados e psicólogos se especializaram em ajudar os casais, em situação de separação litigiosa ( vale dizer, em guerra), a perceberem que sempre existe a via do diálogo e que a comunicação mais positiva, afetiva, construtiva, respeitosa e humana pode ser resgatada, de modo a salvaguardar a vida (literalmente) e a integridade de ambos e, especialmente, proteger a integridade física e emocional dos filhos, se houverem.

Nesse contexto, voltando a questão das creches e escolas infantis que se multiplicaram a serviço da força de trabalho feminina, o que vemos é que estas se tornaram depósitos de crianças, embora existam exceções e casos onde há um maior cuidado com o número de crianças e bebês por turma e por profissional cuidador ou mesmo com sua capacitação e higiene, qualidade da alimentação e do ambiente, de forma geral, são depósitos de crianças mesmo. E porque isso aconteceu? Por múltiplos fatores mas principalmente pela falta de consciência e de preparo de homens e mulheres para a maternidade e a paternidade. Preparo esse que exige estudar muito sobre o que significam esses papéis, sua importância crucial para a evolução humana, consciência de que somos todos responsáveis por criar seres humanos saudáveis, éticos, íntegros, dignos e cidadãos. Preparo esse que exige refletir sobre a vocação de cada um para ser pai e mãe e uma tomada de decisão madura com o comprometimento de ambos e, posteriormente, a construção de um plano, de um projeto de vida a dois e se for essa a decisão, um projeto familiar que incluirá filhos. Isso nos leva a necessidade de refletir sobre o estilo de vida que estamos adotando para nós e se ele está correto, saudável, equilibrado o suficiente para podermos nos comprometer com trazer outras vidas ao mundo sustentá-las em todos os aspectos que necessitam. Novamente, indo direto ao ponto: esse projeto de casal deveria incluir um planejamento para a chegada de um bebê onde ambos os pais possam se unam e se revezem para cuidar da criança ao invés de já contar, de forma banalizada, como acontece hoje, com ” Ah, tudo bem nós a deixaremos numa creche!”. As creches assim como as babás deveriam ser apoiadores em situações circunstanciais, deveriam ser parte dos bastidores e não os protagonistas absolutos na questão maternidade e paternidade. Saibam que as crianças colocadas em creches desde bebês são comprovadamente crianças com imunidade rebaixada e muito mais sujeitas a doenças e todo o tipo de alergias que são , na verdade sinais de que o emocional da criança está em sofrimento e elas somatizam. Trata-se da alma da criança falando, sinalizando. Crianças deixadas em turno integral em berçários e creches desde bebês, piora em muito as condições de saúde geral dessa criança que crescerá em desvantagem tanto do ponto de vista físico quanto emocional, energético, social e espiritual. Os estudos e pesquisas demonstram isso. Os bebês e as crianças pequenas necessitam da atenção e do afeto em tempo integral, de pelo menos um adulto disposto a realmente se relacionar com ela com amor e cuidando de atender suas necessidades tanto fisiológicas quanto emocionais e de nutrição e de higiene. Os bebês e as crianças exigem muita atenção e energia, amor e carinho pois estão justamente em formação!

Se todos pensassem muito mais profundamente e observassem e conversassem com quem já tem filhos poderia ter uma melhor noção do que significa criar filhos de forma responsável e séria, comprometida. Não sou contra as creches e berçários nem escolas infantis, eu mesma quando mais jovem trabalhei em uma escola infantil cuidando de crianças de 1 a 2 anos de idade e por isso tenho noção do que significa ter de atender bem a essas crianças. Sei que são necessárias em função da condição e contexto, grau de evolução de nossa sociedade.

Mas, o que desejo ressaltar aqui é que mudar esse contexto, está nas mãos e na consciência dos pais e daqueles que escolhem criar filhos. Ter filhos e deixar eles, integralmente, aos cuidados de outros que certamente, não lhes darão o afeto e a atenção, os estímulos que necessitam já que tem muitas crianças a cuidar, significa negligenciar a infância e a missão mais sagrada de todas, a maternidade e a paternidade. Deixar a criança em meio turno numa creche ou escola infantil também não é o indicado pelo menos não nos primeiros cinco anos de vida.

Os pais, devem rever seus estilo de vida e suas condições e horas de trabalho e devem se reorganizar para ter filhos! Lembrem-se de que filhos não precisam de tantas coisas materiais que custam fortunas, crianças precisam essencialmente da PRESENÇA e do AMOR de seus pais e familiares. Aproveito para sugerir um ótimo livro chamado ” O que as crianças realmente querem que o dinheiro não compra, de Betsy Taylor. Planejem inclusive se querem e podem ter mais de um filho para não terem que depois, trabalhar muito mais horas e perder a saúde em nome dos filhos, isso é insanidade absoluta!

Considerando que temos entre nós, milhares de novos seres humanos dotados de características tão diferentes que leem as nossas mentes, escaneiam nossa alma e intenções, que são capazes de se comunicar com outras dimensões e de captar informações e conhecimentos incríveis, que são capazes de antever acontecimentos e de processar altas doses de energia e transformá-la e que são altamente sensíveis e vulneráveis a falta de amor e de atenção, de estímulos adequados e de uma convivência em paz e harmonia, com respeito mútuo e inclusão, com exemplos saudáveis de ética e justiça baseados na verdade, não é apenas lamentável, trata-se de uma perda irreparável e de um atentado grave a nossa perpetuação como espécie e ao futuro de nossos descendentes. Além disso, é realmente muito triste, uma pena mesmo que tantos pais estejam deixando de usufruir da presença e da convivência com seus filhos, crianças que se traduzem em mensagens vivas para eles e para todos nós. Essas crianças Índigo e Cristal são mensagens vivas de amor incondicional, de paz, de luz, de alegria de simplesmente estar aqui e de viver guiados por um propósito maior relacionado ao bem de todos os nossos semelhantes.

Haja Luz!!!

Ingrid