MOMENTO “ATYPICAL” DA HUMANIDADE? PARTE II
Você se sente um “Atypical” ser humano, às vezes? Eu me sinto “Atypical” quase sempre, desde que nasci. Era um bebê super consciente que observava os adultos sem entender porquê eles eram assim tão “normais”, tão encaixados, enquadrados, sufocados e sufocantes…O que significa ser “atypical” afinal? Significa não pertencer a categoria dita “normal” mas, também significa não ser louco. Ser “atypical” significa não se acomodar nem se enquadrar em nenhuma etiqueta ou rótulo sendo tão puro a ponto de não entender a malícia, a maldade, os jogos de competição e de poder, as manipulações e as piadas. Ser incorruptível e inconformado com a injustiça, com a falsidade e com a falta de amor. Sua pureza aliada a sua alta vibração soa como ingenuidade e sugere certa “fragilidade” quando na verdade, são seres muito fortes energeticamente e muito inteligentes e sábios. Possuir superpoderes e uma capacidade de hiperfoco também faz parte de ser um “atypical”.Sua linguagem principal vem desse coração puro e se chama Amor que se traduz em verdade, honestidade, transparência. Um ser “atypical” diz/expressa a verdade com naturalidade e objetividade impressionantes. Causam impacto e incômodo social pois nossa sociedade adoecida não sabe mais falar esse “idioma”. Ser um “atypical” quer dizer, na atualidade,ser parte de um largo e, cada vez mais extenso, “espectro autista”. Ninguém sabe explicar onde começa e, muito menos, onde termina tal espectro e, muito menos, onde ele irá parar…se é que algum dia vai parar…
Suspeito que existe uma espécie de “máquina social” gigante, tipo um aspirador que está a espreita, sempre ligado, dia e noite, tentando identificar e rotular mais e mais, novos integrantes do “espectro” para classificá-los e aprisioná-los em sua “bolha gigante” que eu chamo de a “bolha dos diagnósticos insólitos”. São os diagnósticos/rótulos que ninguém sabe explicar muito bem mas, que são “aceitos” pelos agentes da “bolha” porque isso traz algum tipo de segurança naquilo que eles chamam de zona de conforto/certezas. Traz também, em muitos casos, lucro financeiro além de status social e profissional, claro! E, aqui, não devemos ser ingênuos, vide o capítulo laboratórios! Admitir a hipótese de que eles, os agentes da “bolha” não sabem com o que estão lidando seria por demais angustiante e abalaria sua sensação/posição de poder, seu status e, mais especificamente, seu ego.
Assim, todos os seres diferentes ou “atypicals” precisam ser, rapidamente, etiquetados e tratados, até mesmo medicados para que sejam “puxados/aspirados” com esforço contínuo, para a chamada “zona da normalidade” mesmo que isso seja absoluta e absurdamente impossível. Imagine alguém querer que um lobo se transforme em cordeiro e vice-versa…
Nesse momento “atypical” da humanidade vamos precisar, cada vez mais de novos filtros, de um novo olhar e de muita, muita lucidez! A base fundamental para tais condições segue sendo o amor verdadeiro e incondicional! E, como eu sempre digo, lucidez é luz!!!
Voltaremos muitas outras vezes a esse tema já que se trata de um momento novo e histórico para todos nós e para nossos descendentes…
Agradeço a sua atenção e por repassarem a quem possa interessar e lhes envio um abraço afetuoso com fortes irradiações de amor e luz!!!
Ingrid Cañete