MEU DIÁRIO / DICA DE FILMES

Dica de Série: OA Segunda Temporada

Você que se interessa por temas como portais, dimensões paralelas, experiências extra físicas, ligações entre almas, espiritualidade, toques de ficção científica bem como filmes, livros e pessoas “inrotuláveis” ( inventei essa palavra, agora) tenho certeza de que vai apreciar as duas temporadas da série OA na Netflix. Muito bem produzida e dirigida com efeitos especiais incríveis que dão sentido e credibilidade aos “fatos” e nutrem a imaginação de quem assiste.

Nessa segunda temporada, de apenas oito episódios, a personagem principal OA/Prairie/Nina segue em suas viagens através de dimensões paralelas. Ela experimenta algumas diferentes vidas de sua alma, como uma “buscadora” que deseja aprender sobre tais viagens e mais do que isso, deseja evoluir, avançar na sua jornada. Podemos olhar e analisar por muitos diferentes ângulos a estória da personagem e dos outros personagens, tal como podemos fazê-lo em relação a própria vida, com seus mistérios não revelados. Mas, o que mais me atraiu foi uma atmosfera de espiritualidade latente e sempre insinuada mas nunca declarada nem explicitada. Não há comunhão com nenhum tipo de crença ou religião nem com qualquer linha de terapia. No entanto, várias “sugestões” de seus efeitos sobre nós humanos, são ali incluídas num verdadeiro “espectro” de possibilidades desde a sanidade pura/ideal até a mais absoluta loucura e insanidade. O livro publicado pelo personagem do psiquiatra chamado Psicose quântica sugere um tanto do que ele se mostra capaz em nome de sua “suposta causa científica”. O que aliás, ilustra bem a insanidade que permeia nossa sociedade atual onde os valores éticos, morais e o bom senso foram suplantados pela ciência “oficial” em nome da qual tudo pode ser realizado. Onde os fins justificam os meios por mais criminosos que eles sejam. Além disso, a série traz de forma permanente, a questão dessa insanidade e falta de lucidez atingindo as crianças, os adolescentes que estão, hoje em dia, a mercê, das tecnologias avançadas para as quais nenhum de nós está devidamente maduro ou preparado para bem utilizar. Onde as crianças e jovens ficam tempo excessivo afastadas de seus pais e de dos adultos verdadeiramente responsáveis por sua formação saudável, por seu cuidado e proteção.  A delicadeza e a sutileza com que mesmo as atitudes, gestos mais malévolos e destruidores são tratados e mostrados também me chamou a atenção. Como se a violência pudesse ser aplacada, disfarçada, adocicada por generosas pitadas de imaginação, de poesia…como se a violência e o crime pudessem ser cometidos com certa “delicadeza”…

A série se desenrola como um verdadeiro caleidoscópio vivo cheio de nuances coloridas, iluminadas até outras bem escuras. O jogo da vida mostra-se como o cerne de todas as questões ao longo da jornada das almas e o principal desafio fica evidente que é: enfrentar a própria sombra com coragem até superar todos os próprios medos. Essa seria a única forma de resgatar a inteireza da alma e de assim alcançar a própria cura, bem como a cura de outras almas afins e de assim poder prosseguir de forma livre na direção da Luz, da Unidade.

Muitas perguntas, questionamentos e reflexões são suscitados durante os episódios e até o seu final, o que considero um bônus para nós telespectadores.

Fica aqui a sugestão desejando que apreciem e formulem suas próprias perguntas e exercitem a reflexão!

Ingrid