MEU DIÁRIO / FILMES

O Jantar

Fui assistir esse filme, O JANTAR, no cinema levada pelo tema e por admirar muito os atores principais, sem ter maiores informações sobre o roteiro… Confesso que tive uma grata surpresa!! O filme é para mim, um tratado a respeito dos tempos caóticos e de transição em que vivemos!!! O roteiro e a direção são primorosos em abordar como a nossa história familiar e de nossos antepassados está presente em nosso comportamento diário, em nossa percepção a respeito da realidade, em nosso equilíbrio ou desequilíbrio emocional, em nossa clara noção de limites e de valores tão em falta hoje, como o respeito. Nossas origens familiares, nossa criação, em um lar estruturado ou desestruturado, com pais presentes de verdade ou ausentes emocional e afetivamente ou ausentes fisicamente de fato. A presença de uma mãe desequilibrada e a ausência da figura paterna, como é o caso do filme, podem afetar gravemente e de forma definitiva a alma e o psiquismo dos filhos mais sensíveis. Esses filhos serão os adolescentes e adultos, os pais que no futuro devido a sua falta de equilíbrio e a total carência de noção de valores e de limites éticos, não saberão como criar seus filhos de forma equilibrada, saudável, íntegra e transmitirão à eles não apenas a própria bagagem genética, que tem seu peso, mas principalmente os seus exemplos diários de confusão, insegurança, medo e até de perturbação mental que podem ir de moderada a grave, gravíssima!! As consequências desses dramas familiares vão aparecer no contexto das relações familiares e de famílias com outras famílias bem como no contexto social sob as variadas e chocantes formas de transgressões que estamos todos assistindo hoje!!! A ponto de que muitos pais, ao menos os mais conscientes e com noção de valores, estarem buscando ajuda dos terapeutas e dizendo estarem assustados e com muito medo da adolescência dos próprios filhos, que está próxima!!
Vivemos um grave, gravíssimo momento de nossa história e evolução em que um dos urgentes desafios que se coloca bem a frente de todos nós é: Ter ou não ter filhos e por quê?! Em nome de quê?! Para quê ter filhos se não tenho vocação para ser pai ou mãe?!!
Vamos continuar procriando como forma de simplesmente reproduzir e garantir a perpetuação da espécie, de um sobrenome, de satisfazer as expectativas sociais e familiares? Vamos prosseguir procriando por “acidente” absoluto, conduzidos apenas pelo instinto animal ou vamos escolher mudar o curso da história e decidir que a paternidade e a maternidade são um compromisso e uma missão mais do que sagrada, que assumimos diante da Vida, da Fonte, do Criador?
A atuação dos atores é fantástica e o filme nos confronta de forma impactante, direta e sem rodeios com nosso momento histórico tanto a nível individual quanto coletivo. Por tudo isso e muito mais, vale a pena assistir!!! E, que tal promover debates e reflexões na família, nas escolas e em outros fóruns interessados, de fato, em nossa evolução e perpetuidade?
Um abraço afetuoso desejando que a Luz se instale, de uma vez, entre nós!!!