POR QUE ESTÁ TÃO DIFÍCIL A RELAÇÃO ENTRE AS NOVAS GERAÇÕES ÍNDIGO-CRISTAL E A ESCOLA? (Artigo 1)

Inúmeras mães me pedem para escrever sobre as diversas dificuldades nessa relação “delicada” entre seus filhos e professores/escolas. Recebo depoimentos de várias cidades do país relatando suas experiências. Depois dos pais, os professores são as pessoas com maior poder de influência sobre as crianças e adolescentes. Muitos talvez não tenham a consciência do quanto suas atitudes, palavras, abordagem e “metodologias” são determinantes para a trajetória desses seres humanos. A emissão de críticas, julgamentos e opiniões negativas e  destrutivas marcam de forma a reprimir e desencorajar o desenvolvimento de dons e talentos incríveis. Assim como as observações, feedbacks positivos, reconhecimento de habilidades e talentos e de atitudes louváveis e um olhar sensível as peculiaridades de cada criança pode fazer toda a diferença em seu desenvolvimento saudável, equilibrado e para florescer de seus dons e vocação. Tendências a introversão e timidez, bem como ao isolamento e a depressão, por exemplo podem ser minimizadas ou exacerbadas dependendo da abordagem dos professores. Assim, partindo de um olhar mais racional, técnico e frio ou  de um olhar mais holístico, humano e desde o coração os professores podem contribuir definitivamente, para o desenvolvimento saudável e equilibrado de uma criança, de um jovem ou podem simplesmente, detonar sua plena evolução.

O tema educação por si só, é vasto, amplo, complexo e profundo por isso não é possível tratar todos os fatores e aspectos envolvidos, em apenas um artigo ou texto. Mas, nosso objetivo aqui, é dar voz às crianças e adolescentes e às suas mães, num primeiro momento. É preciso que se diga que,  na sociedade atual, vivemos  uma situação de distorção gravíssima a ser enfrentada se quisermos sair da crise educacional que atinge todos nós. Estamos nos referindo  ao compromisso primordial e majoritário dos pais e família para com a educação dos filhos  e que foi delegado, maciçamente, às creches, às escolas e aos professores. O mais grave é que tal situação vem sendo adotada como “normal” para boa parcela dos pais e dessa sociedade. Faz parte do “estilo de vida” atual que se tenha filhos para deixá-los em creches desde poucos meses de vida. Isso é aceito por uma maioria como algo “natural” quando isso deveria ser visto como ASSUSTADOR! Nesses anos todos em que atuei em empresas, em universidades, consultório e que visitei escolas, creches e conversei com diretoras/funcionários/pais conheci por  vários ângulos a vida, os dramas e desafios de seres humanos, homens e mulheres, crianças e jovens. Escutei da proprietária e diretora de uma escola infantil com creche que lhe partia o coração receber bebês de 3, 4, 5 meses ainda dormindo e chegando às 7 horas da manhã e sendo entregues a seus pais às 19:00 horas dormindo. Alguns pais, ainda se atrasavam reiteradamente e ela tinha que ligar para eles virem buscar seu filho/sua filha. Eles simplesmente não viam a cor dos olhos de seus filhos durante todo o dia, por dias e dias…Ela relatou que precisou ampliar o espaço da creche por duas vezes devido a demanda crescente de pais que trabalham e que, mesmo assim, insistem em ter filhos ( não se sabe bem porquê?!) e que lhe procuravam.

Isso não é algo natural, não é saudável, não é justo e não é admissível. Como não é admissível  pais que deixam seus filhos nas escolas, após terem deixado/abandonado nas creches e que em muitos casos (!!!) não comparecem nem mesmo as reuniões e convocações da escola para tratar da EDUCAÇÃO DE SEUS FILHOS” queiram culpar os professores e as escolas pela sua contumaz ausência desde os primeiros anos de formação de seu filho. Eis o tamanho da inversão de valores e distorção de ótica que estamos vivendo e aceitando como “normal”.

Dito isso, temos que enfrentar uma realidade desafiadora dentro desse contexto social: as crianças não estão querendo ir para a escola! Elas dizem que não querem e não precisam dessa escola que está aí. Falam que não aprendem nada do que precisam na escola. Sentem-se aborrecidas, entediadas e com falta de espaço e de estímulo para expressarem-se de acordo com a própria natureza de seu ser e com os diferentes tipos de inteligências que trazem com elas. Sofrem com a pressão exagerada no sentido de se encaixarem dentro de padrões tais como notas aceitáveis e não aceitáveis, ritmo acelerado igual ao dos adultos para pensar, fazer, responder e agir e comportamentos de acordo com tabelas de desenvolvimento anacrônicas. As crianças sentem muita falta de aprender brincando e se divertindo. Queixam-se das atitudes e posturas dos professores. Reclamam que estão sofrendo buylling por parte de colegas e de professores. Sentem-se tristes, aborrecidos e até deprimidos por ter de frequentar a escola. Então, o que fazer? Eis o que me dizem as mães: O que eu posso fazer?

A primeira “coisa” que recomendo às mães e aos pais é que tenham a coragem de se olharem de frente no “espelho da verdade” e revisarem-se quanto a coerência entre suas próprias ações e exemplos dados aos seus filhos. Quer dizer, se você diz à eles que façam as coisas de um jeito mas vocês não o fazem. Como me relatou uma mãe que observou numa reunião de pais da escola de sua filha de 7 anos que os pais das crianças com maiores “dificuldades” eram justamente os que abandonavam as reuniões antes do fim evitando atender o pedido do professor para ficarem e conversarem em particular. Se você mãe/pai não se compromete com a educação de seu filho, como vai poder exigir que a escola e os professores o façam? Outra situação importante são os pais que não cumprem com normas básicas da escola como enviar seu filho/filha com o uniforme completo ou  ais que ao levar seus filhos à escola de carro não obedecem as leis de trânsito e depois desejam que a escola e os professores se responsabilizem por ensinar às crianças a obedecer as leis e as regras básicas de boa convivência em comunidade.

A segunda recomendação aos pais é rever seu estilo de vida e dentro dele quantas horas de convívio verdadeiro dedicam aos seus filhos, desde que nasceram até hoje. Revisem e revejam o quanto vocês estão acompanhando seus filhos a estudar, pesquisar e fazer as tarefas solicitadas pela escola.

A terceira recomendação é que os pais façam uma revisão e uma reflexão de como está seu nível de estresse e seu ritmo de fazer as coisas do dia a dia e de viver. Se perceber que está muito acelerado, o que é bem frequente hoje em dia, sugiro que reflitam e procurem perceber o quanto esse ritmo acelerado e maluco está impactando no desempenho escolar e principalmente, na saúde e na qualidade de vida sua e de seus filhos. As crianças refletem o comportamento, as emoções e sentimentos dos pais, principalmente aquilo que vai no seu inconsciente!

A quarta recomendação aos pais é se aproximar de seu filho e olhar para eles com os olhos do coração e sendo bem honestos consigo, avaliem o quanto conhecem de verdade, em profundidade essa criança, esse jovem. Quais são as características de personalidade, o temperamento, as necessidades específicas, os potenciais  a serem desenvolvidos e as “dificuldades” a serem compreendidas em profundidade para que possam ser ajudados.

A quinta recomendação é diante daquilo que conhecemos e sabemos do “ser e da natureza” de nosso filho, pergunte-se: que desafios, estímulos e abordagem, metodologia ele necessita em sua caminhada de educação e preparação para a vida. Será que essa escola, esses professores, esse ambiente e metodologia está suprindo essas necessidades?

A sexta recomendação aos pais é revisar, refletir e se perguntar: o quanto você está disposto a se comprometer de fato com a educação de seu filho e a se aproximar da escola e dos professores para dialogar e se envolver, diariamente, nesse processo, assumindo seu papel primordial como educador e delegando a escola e professores apenas o papel que lhes cabe de coadjuvantes?

A sétima recomendação que faço aos pais é: se essa escola e se esses professores não estão conseguindo compreender seu filho, suas características, necessidades e peculiaridades com um olhar a partir do coração, com a devida sensibilidade, humanismo, competência tome providências, seja assertivo e vá em busca de novas possibilidades. Tenha a coragem e firmeza necessárias e estude, leia, busque outros pais que estejam sentindo algo semelhante e saiba que são muitos(!!) e se reúnam, se organizem e se ajudem. As possibilidades são várias: você pode optar por buscar algumas novas escolas com esse novo olhar que estão surgindo inclusive por iniciativa desses grupos de pais; você pode optar por mobilizar a escola junto com outros pais no sentido de uma renovação e uma transformação; você pode buscar o caminho do Homeschoolling ou Ensino em casa e daí buscar os professores que já estão preparados ou se preparando para exercer esse papel em nossa sociedade, entre outras possibilidades que você e outros pais poderão resolver criar!

A Física Quântica nos ensina que existem infinitas possibilidades  nas diferentes dimensões e nas muitas realidades paralelas…então, porque ficar tão limitado e restrito?

Vamos em frente, estamos aqui para transformar esse mundo junto e unidos com as crianças, com as novas gerações Índigo/Cristal/Estelares/Arco-Íris!!!

Hoje ficarei por aqui, mas voltarei a falar sobre esse tema que é vasto, amplo, complexo e urgente!

 

Um abraço afetuoso desejando profundas e profícuas reflexões e muita inspiração!

Ingrid