RITALINA/CONCERTA OU METILFENIDATO:

Nesses anos todos de estudo e atendimentos, são tantos os pais que me pedem ajuda e me contam que já deram ou estão dando ritalina ( ou metilfenidato que é a substância ativa nessa droga) a seus filho/filha que já perdi a conta.Invariavelmente esses pais sentem culpa e preocupação pois sabem que não deveriam estar medicando ou melhor dizendo, envenenando seus filhos mas…contam as histórias mais variadas sempre com algo em comum: não aguentavam as crianças com sua alta energia e super atividade, nem eles nem os professores suportavam e por “pressão social e escolar” levaram num médico e este em uma conversa de apenas 15 minutos, receitou ritalina, ou concerta entre outros nomes comerciais para a mesma droga. Esse filme de terror tem se repetido no Brasil e ao redor do mundo, mas nosso país tornou-se nos últimos anos campeão em consumo de ritalina. Pois, aos milhares de diagnósticos precipitados e equivocados em crianças somam-se os milhares de adolescentes e de adultos que resolveram usar a droga para conseguir se concentrar e estudar para provas, exames ou mesmo, pasmem, para emagrecer já que ouviram dizer que esse seria um de seus efeitos colaterais…O tema é extremamente grave e já falei sobre ele em meus livros e artigos mas volto a tocar no assunto pois sigo recebendo pedidos de socorro de pais. Existem estudos científicos que comprovam altos riscos para a saúde das crianças e jovens entre eles a morte súbita e o suicídio. Sem contar os inúmeros efeitos colaterais sérios que nem mesmo os médicos tem como saber e prever já que, em cada indivíduo, a ação da droga é muito peculiar. Saibam que existe uma verdadeira organização criminosa mundial que encomenda supostas “doenças e diagnósticos” a certos “cientistas” e “médicos” para que eles e sua indústria milionária fabrique os “medicamentos” indicados e assim, multipliquem seus ganhos. O psiquiatra que inventou o DDA( Distúrbio/Disfunção de Déficit de Atenção) e o DDHA ( Distúrbio de Déficit de Atenção com Hiperatividade) deixou um artigo antes de morrer confessando ter criado esses “diagnósticos” por encomenda de um laboratório que pretendia faturar com a venda do metilfenidato ou ritalina que é o nome comercial mais conhecido.Saibam que a ritalina deixa as crianças ou adultos feito robôs pois anula as melhores energias e a criatividade, a espontaneidade, a alma e a vida no ser!! Você já viu uma criança sob efeito dessa droga?! Eu já vi e atendi muitas e posso dizer que é muito triste e mais do que isso, é um crime contra a saúde pública e contra infância e a adolescência, para dizer o mínimo. Leiam, pesquisem, estudem e busquem a consciência!!!
Abaixo eu copiei para vocês um artigo do jornal Diário da Manhã abordando o assunto. Leiam e compartilhem com quem vocês acharem que precisa saber e se conscientizar a respeito!

Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro:

É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez. Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.

O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.
A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.

O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancice.

E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.
Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.

Enquanto isso, a ritalina também entra no mercado dos jovens e das baladas. A medicação inibe o apetite e, portanto, promove emagrecimento. Além disso, oferece o efeito “estou podendo” — ou seja, dá a sensação de raciocínio rápido, capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, muito animação e estímulo sexual — ou, pelo menos, a impressão disso. “Não há ressaca ou qualquer efeito no dia seguinte e nem é preciso beber para ficar loucaça”, diz uma usuária da droga nas suas incursões noturnas às baladas de São Paulo. “Eu tomo logo umas duas e saio causando, beijando todo mundo, dançando o tempo todo, curtindo mesmo”, diz ela.
(DIÁRIO DA MANHÃ
ROBERTO AMADO)