Relação entre Terrorismo e a falta de vínculo afetivo e da presença afetiva dos pais para as gerações Índigo e Cristal

 

Eis um tema que sempre me é caro, pois a constatação da ausência dos pais no dia a dia da criação de seus filhos não é nova e nem é exclusividade nossa. No entanto, diante das novas gerações também chamadas de Índigo e Cristal somos obrigados a rever, constantemente, esse tema, agora com um olhar renovado e muito mais cuidadoso e atento. Essas crianças são dotadas de características físicas, psicológicas, energéticas, espirituais muito diferentes das gerações anteriores com uma altíssima sensibilidade que aliada a uma elevada sensitividade ou mediunidade tornam ainda mais séria a necessidade de uma atenção maior na fase de formação do vínculo afetiva, especialmente, nos primeiros sete anos da infância. Além disso, a geração Índigo e Cristal não reconhece o medo, não sente medo nem de situações extremas nem mesmo da morte, sendo capazes de levar às últimas consequências, uma decisão tomada visando fazer sua voz e mensagem ser ouvida. Essas mensagens são sempre no sentido de chamar a atenção dos pais, da sociedade quanto a atenção, o amor, o cuidado, a escuta e o diálogo verdadeiros  e o respeito a sua integridade e dignidade, que não foram e talvez ainda não estejam sendo atendidas. Essas gerações são movidas por uma forte noção de que possuem uma missão aqui direcionada a promover a justiça, a transparência, o amor verdadeiro, a paz! Vivemos tempos de extremismos, polarizações, terrorismo e guerras urbanas movidas pelo tráfico de drogas e o impulso bélico a serviço do capitalismo selvagem. As crianças e jovens tem sido cada vez mais, visados por esse sistema e podem tornar-se alvos fáceis e frágeis se não forem criadas e formadas com base em um forte e saudável vínculo afetivo e valores éticos  elevados. Então, primeiro, é preciso se dispor a ver esse tema com profundidade e se dispor a refletir sobre ele. É necessário entender que VÍNCULO AFETIVO é condição essencial para o desenvolvimento da EMPATIA que é a capacidade essencial de se colocar no lugar do outro e assim de sentir o que o outro sente e, portanto, de valorizar a vida.

O VÍNCULO AFETIVO, não é apenas aquela relação trivial entre pais e filhos,em que ambos se reconhecem, se cumprimentam, vivem na mesma casa, compartilham um sobrenome, etc.

E, onde a convivência é mínima e em muitos casos é zero (!) durante a semana,  considerando que muitas crianças são levadas ainda bebês com quatro ou cinco meses de idade, para uma creche na qual chegam ainda dormindo e quando os pais buscam, no fim do dia, elas estão novamente dormindo. O VÍNCULO AFETIVO forma-se na infância, desde a gestação, implicando na convivência e relacionamento constante e regular, com olhos nos olhos, trocas afetivas onde são ensinados os valores, os limites, as histórias familiares e da região/comunidade que ajudam a formar raízes, as referencias e parâmetros necessários para um saudável desenvolvimento do ser humano. Onde a criança aprende através do exemplo diário dos pais e aprende porque o AMOR impregna a relação sendo o fator fundamental a desenvolver na criança, desde bebê, a admiração, o respeito e o desejo mais forte e equilibrado de imitar seus pais. Pois só para lembrar, as crianças aprendem pelo exemplo, não pelo discurso, muito menos pelo discurso de pais cansados, estressados e que ficam pouquíssimo com elas e quando com elas estão soltam uma saraivada de ordens, reclamações, broncas para “aproveitar” e dar sua “dose de educação” nesse curto espaço de tempo juntos.

Quando esse VÍNCULO AFETIVO fundamental para o desenvolvimento saudável e equlibrado do ser humano, não se forma ou existe de modo superficial e muito frágil, provavelmente, na adolescência teremos problemas já que é o período em que tudo o que foi sofrido, o que faltou ou não foi resolvido na infância, volta com força total! A adolescência, no meu modo de ver é o período mais difícil, crítico e delicado de todo o ciclo evolutivo humano! E, quando o VÍNCULO AFETIVO é precário ou ausente teremos um prato cheio para que diferentes “inimigos” sorrateiros se aproximem e ganhem o espaço afetivo que não foi “ocupado” pelos pais! Entre esses inimigos estão as drogas, as ideologias manipuladoras que podem estar disfarçadas dentro mesmo das escolas e que também podem ser os diferentes grupos de seitas de fanáticos ou mesmo os terroristas. Uma consequência evidente e que tem sido frequente no mundo atual é a psicopatia ou comportamento antissocial por parte dos adolescentes.

Acontece que os jovens que entram num período de profundas transformações onde a rebeldia, a contestação, as alternâncias de humor, aliadas a alterações hormonais e físicas, emocionais geram insegurança e medo, dúvida e sensações muito profundas e desagradáveis de não saber quem é, que lugar tem na família e no mundo. Sentindo-se marginalizado, incompreendido, solitário, não amado, não aceito ao mesmo tempo que cheio de energia, vitalidade e ideais, desejo de se destacar, de ser alguém e de mudar o mundo, o adolescente é facilmente presa das ofertas que parecem atender suas necessidades, preencher seu “vazio existencial” e suprir suas carências com promessas de reconhecimento, prestígio e principalmente, um “propósito”, uma “causa” pela qual lutar e dar “sentido” a sua vida. E, daí que os recrutadores desse universo do terror são profissionais sofisticados, com dinheiro e tecnologia e principalmente sabem usar as estratégias perfeitas para “ocupar” os espaços vazios no mundo afetivo dos jovens. São estratégias manipuladoras que os fazem presas até fáceis, em alguns casos e, depois de “capturados”, torna-se muito difícil aos pais, resgatarem seus filhos, por diversos motivos. Entre esses motivos, está a lavagem cerebral realizada na mente e no emocional, psicológico dos jovens.

Não estou exagerando, tenham a certeza de que o mundo não estaria vivendo todo esse contexto de guerra, violência e terror, se a humanidade estivesse realmente cuidando, zelando pela infância  e adolescência como se deve! A negligência com as crianças dessas novas gerações Índigo e Cristal é tão grande e tão abrangente que já se banalizou! E,  só para citar um exemplo ligado aos trágicos acontecimentos em Paris, novembro de 2015, onde dezenas de pessoas forma mortas durante um show de rock pesado, escutei  nas notícias, da época, que havia um menino de 5 anos de idade que estava no show  com sua mãe e com sua avó, elas infelizmente morreram e o menino conseguiu fugir da casa de espetáculos são e salvo. Mas, me digam, o que é que uma criança com essa idade estava fazendo naquele lugar e naquelas condições?!!

Proponho que se reflita muito, muito sobre esse tema!

Voltaremos a à ele outras vezes!

UM abraço afetuoso desejando dias plenos de paz nos corações e de muitas reflexões e transformações!

Que haja Luz!
Ingrid Cañete

Postado em meu Facebook pessoal no dia 13/11/15, após os atentados em Paris!