MAIS UMA TRAGÉDIA EM ESCOLA!!! JOVEM ADOLESCENTE ATIROU EM COLEGAS USANDO ARMA POTENTE, PERTENCENTE AOS PAIS, ALEGOU SOFRER BULLYING E DIZ TER SE INSPIRADO EM COLUMBINE E REALENGO:

Antes de mais nada, meus sentimentos e solidariedade a todos os envolvidos nesse triste e trágico episódio ocorrido dia 20/10/17, no Colégio Goyases de Goiânia, estado de Goiás!
Nós temos muitos aspectos e fatores a serem analisados, estudados e comentados em relação a essa e a outras tragédias semelhantes envolvendo crianças e jovens e suas escolas. Sem dúvida, é nosso dever como sociedade nos debruçarmos e nos dedicarmos a isso com urgência! Mas, num primeiro momento, o que eu me sinto no dever de ressaltar é: QUE SINAL É ESSE QUE INSISTENTEMENTE E REPETIDAMENTE TEMOS RECEBIDO POR PARTE DE CRIANÇAS E JOVENS E QUE, COMO PAIS, COMO ESCOLAS, COMO GOVERNOS, COMO SOCIEDADE NÃO ESTAMOS CONSEGUINDO DECIFRAR, ENTENDER E RESPONDER ADEQUADAMENTE?
A mim parece que existe aí, subjacente, um forte sentimento de inadequação e de impotencia diante das pressões e dos desafios impostos, por nossa caótica sociedade, a todos nós mas principalmente às crianças e aos adolescentes. Além disso, e na origem desse sentimento, há uma carência absoluta de AMOR VERDADEIRO, de afeto, de vinculação afetiva e, portanto, uma falha grave na base das relações, das comunicações e ações, sejam elas quais forem, em nosso dia a dia. Consequentemente, existe e percebe-se uma ausência ou lacuna absoluta de valores elevados e éticos tanto nos projetos pedagógicos familiares quanto nos projetos escolares. Basta pesquisar isso na origem/hitória familiar dos envolvidos nesta e em outras tragédias e também na história e propostas pedagógicas das escolas. Familiarmente falando, vivemos uma carência quase total de convivência entre pais e filhos, o que “normoticamente” ( referente a Normose=doença social onde tudo é relativizado e, tudo pode e tudo mesmo o que é doente e, insano e faz mal é considerado normal já que uma maioria também age assim) tem se denominado de “ótima relação” não passa de uma relação superficial onde tanto pais quanto filhos “fazem de conta” que correspondem ao que uns esperam ouvir dos outros para “evitar alterar a rotina” do sistema chamado família ou seja, para não “incomodar nem “dar trabalho”. Pais e filhos pouco se encontram, pouco conversam, pouco convivem e pouco se conhecem pois “falta tempo!” E, assim, às escolas tem sido delegado o papel de educar, cuidar e garantir que os filhos passem no fatídico vestibular e obtenham uma ótima colocação no mercado de trabalho, não para se realizarem e cumprirem seu propósito e missão de vida visando o Bem Maior de seus semelhantes e sim para ganharem muito dinheiro, conquistarem fama e poder, para que mesmo?! Escolas e sociedade cegamente focados no “valor” competição e no “valor” status=fama e dinheiro, custe o que custar. Por mais que muitos neguem isso, os discursos politicamente corretos e por vezes, inspirados e bonitos, não encontram a mínima coerência nas ações práticas, nos exemplos.
Sem dúvida criamos uma sociedade doente e enlouquecida, corroída pelas mazelas e derivações da corrupção e uma das inúmeras e gravíssimas consequencias é que a doença mental está se alastrando e atingindo a uma camada numerosa da população, inclusive crianças e adolescentes. E quando nos falta equilíbrio e lucidez e nossas vibrações energéticas são rebaixadas ao máximo, ficamos fragilizados e sujeitos a cometer delitos e insanidades de toda a ordem. Num sistema social onde falta tudo nos falta também a capacidade de minimamente avaliar adequadamente e dar o encaminhamento/tratamento adequado as pessoas de forma a prevenir muitos “acidentes” e tragédias. Ressalto aqui, que as crianças e jovens que estão aqui, nessa época, estão nos sinalizando de muitas formas o que fazer e o que não fazer, que caminho seguir ou não seguir para revertermos o drama em que nos envolvemos como sociedade humana e para que possamos sair do torpor e despertar, retomar a lucidez e começar a agir,enquanto há tempo, para a nossa cura e redenção!
Se vocês assistiram, por exemplo ao documentário premiado do diretor Michael Moore chamado Tiros em Columbine e se estudarem um pouco mais a fundo a história dos dois jovens atiradores vão entender que eles passaram algum tempo sinalizando aos pais, aos diretosres e professores da escola seu sofrimento e sua indignação com as humilhações sofridas por colegas e reforçadas pelos professores que muitas vezes, por fazerem de conta que não percebiam ou por insensibilidade ou outro fator acabaram por reforçar os sentimentos negativos nos jovens. Esses jovens avisaram inúmeras vezes e acabaram por premeditar algo terrível, sem dúvida(!), mas deixaram cartas e vídeos gravados dizendo que estavam deixando uma mensagem para que outros pais e escolas pelo mundo prestassem mais
atenção e não deixassem que tais humilhações e injustiças ocorressem com crianças e jovens. Evidente que NADA justifica crimes e tragédias como estas! Mas o que se deve e quer destacar é que as gerações atuais não temem a morte, elas não reconhecem o medo e são capazes de ir às últimas consequencias em nome de valores mais altos, para chamar a atenção da sociedade para a falta de AMOR E DE RESPEITO, por exemplo! O que significa, no ambito das famílias, principalmente, a URGÊNCIA de se ensinar a noção de LIMITES COM AMOR a seus filhos desde pequenos, oferecendo-lhes bons e importantes exemplos, no dia a dia, sem passar a mão por cima de pequenos deslizes e tendo a coragem de dizer NÃO sempre com AMOR pois caso não saibam o VERDADEIRO AMOR implica SABER DIZER NÃO A TUDO o que não se pode admitir de acordo com a verdadeira noção do princípio da liberdade e da Ética fundamental. Ser livre é entender, desde cedo, que a minha liberdade termina onde começa a do outro e que tudo o que eu fizer de ruim, de errado, de anti-ético retornará para mim e eu terei de enfrentar, pois essa é uma Lei do Universo.
Na série 13 Reasons Why, no Netflix temos uma exclente e muito bem feita cronologia de como um suicídio entre os adolescentes, pode acontecer levado por uma série de fatores e aspectos muitas vezes sutis e outras vezes, bem grosseiros e que insistentemente, não são percebidos nem pelos pais, nem pelos colegas, nem pelos professores, nem pela direção da escola e nem mesmo pelos conselheiros e orientadores pedagógicos da escola. Já analisamos e comentamos tal série aqui nessa página, há algum tempo atrás. Cabe refletir: suicídio e o homicídio são atitudes extremas de quem está no limite, de quem se cansou depois de lutar, de tentar e não se sentir capaz, de não ser percebido e ouvido, de quem desistiu e se entregou, de quem acredita que essa é a única saída/solução, de quem perdeu a lucidez, de quem não encontra sentido para a vida, de quem nunca aprendeu nem foi estimulado a encontrar sentido…enfim…
Minha intenção aqui, mais uma vez é chamar a atenção, tal como as crianças e jovens vem tentando fazer muitas vezes com muito amor, doçura, pureza e delicadeza e outras vezes de forma contundente e dramática. como nesse caso da Escola Goyazes de Goiânia, ocorrida dia 20/10/17, para o seguinte:
PRECISAMOS DESPERTAR E DEDICAR UM NOVO E MUITO MAIS CUIDADOSO OLHAR ÀS CRIANÇAS E JOVENS; PRECISAMOS DEDICAR MAIS TEMPO E APRENDER A ESCUTAR DE VERDADE AS NOVAS GERAÇÕES!!! PRECISAMOS ABANDONAR O MEDO DE NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS E TROCAR A POSTURA AUTORITÁRIA E PERVERSA, DITATORIAL POR ATITUDES PLENAS DE AMOR E ASSIM, DE CORAGEM DE SER FIRME, DE DIZER NÃO A TUDO O QUE DESRESPEITA E FERE OS VALORES FUNDAMENTAIS E A ÉTICA!
Haja muita Luzzzz!