TRANSTORNO DE DÉFICIT DE NATUREZA: ESSE É O MAL QUE ATINGE AS GERAÇÕES ÍNDIGO E CRISTAL

A expressão foi criada pelo jornalista americano e especialista em infância e natureza, Richard Louv, que esteve no Brasil em 2016, pela primeira vez. Essa expressão deveras interessante e muito adequada para a atualidade, exige que façamos muitas reflexões quanto a educação que estamos oferecendo as crianças e jovens Índigo e Cristal, tanto nos lares e famílias quanto nas escolas e universidades. O fato é que nós, simplesmente, fomos nos desconectando, gradualmente, da Mãe Natureza, na medida em que a urbanização e a chamada modernidade foi nos envolvendo e encantando com seus múltiplos braços sedutores.

Originalmente nós somos conectados à natureza e nosso equilíbrio físico, emocional, energético e espiritual depende de mantermos nossa conexão com ela. Nossa verdadeira matriz energética e nutricional vem de nossos laços e relações regulares com a natureza, com seus ritmos e ciclos, com os organismos e micro organismos que a constituem.  E os sintomas dessa desconexão podem facilmente ser identificados não apenas nas crianças e adolescentes mas também nos adultos Índigo e Cristal. Sintomas como hiperatividade, dificuldade de concentração e de manter o foco, cansaço, tristeza e desanimo, depressão, desequilíbrios hormonais, deficiência de vitamina D entre outras, imunidade baixa, desequilíbrio energético, noções distorcidas quanto aos valores essenciais e éticos, falta de consciência ecológica e de sustentabilidade, agressividade, impulsividade, dificuldades de coordenação motora entre outros. Nossa desconexão da natureza implica consequentemente, numa desconexão como Cosmos e a noção de quem somos nós como família planetária e cósmica e de qual é o sentido da nossa existência nesse contexto mais amplo.

AS crianças Índigo e Cristal tem como característica natural sentir e desejar manter a conexão com o ambiente natural e seus elementos. Acontece que com a urbanização se expandindo e a correria da vida nas cidades faz com que os pais não tenham tempo nem de pensar e refletir, nem de observar e escutar de verdade as crianças. Assim, os pais não se dão conta dessas necessidades e as escolas menos ainda pois tudo vai sendo organizado para que seja mais prático, asséptico e seguro, pois claro, com o afastamento das nossas raízes naturais, nós adquirimos um medo da natureza. Nossa Mãe Natureza nos parece, agora, muito estranha , desconhecida e perigosa. Trata-se de um desvio, uma aberração responsável pelo estilo de vida doentio predominante entre nós. Mesmo em cidades menores, do interior, já se constata a tendência a se manter “protegido” e “seguro” inclusive em relação aos perigos reais da criminalidade e violência que nos atingem.

O que fazer? Primeiro, há que se tomar consciência dessa realidade e condição anti natural! Logo, precisamos nos unir como sociedade e como pais e educadores e criar fóruns para conversar com frequência sobre esse tema. A seguir será preciso começar as mudanças de hábitos dentro de cada indivíduo e dentro de casa, nas famílias passando a escolher, conscientemente, criar e alimentar hábitos que nos reconectem a natureza tais como: alimentação viva e natural ao invés de lanches prontos e de baixa qualidade nutricional e aproveitar para conversar com as crianças sobre a origem desses alimentos, propriedades nutritivas e se possível ir visitar granjas, fazendas, feiras orgânicas e conversar com produtores. Optar sempre por passeios em parques mais para fora da zona urbana, ir para a praia ou campo e  propor conversas e brincadeiras que propiciem sentir, ouvir e entender mais e melhor como funciona a natureza, seus elementos, quais são as leis que regem, os ciclos de amadurecimento desde o germinar das sementes…As escolas e professores podem repensar suas atividades e privilegiar ou potencializar aulas ao ar livre, sempre que possível, aulas práticas das diferentes matérias em ambientes naturais e visitas a parques que possibilitem incrementar e inspirar as pesquisas ativando todos os sentidos de seus alunos. A sociedade e as comunidades podem pensar e agir para estimular a criação de muito mais profissões verdes ou voltadas para a natureza desde estimular que os trabalhadores do campo ou dos litorais permaneçam em suas localidades e lá se formem mais guias para passeios e trilhas, para visitas guiadas a parques naturais, recreacionistas voltados para atividades criativas e supervisionadas nos ambientes naturais usando materiais naturais, profissionais que façam oficinas e laboratórios sobre como cuidar da terra semeando, cultivando, colhendo alimentos e plantas medicinais, entre muitas outras atividades.

Quais serão os principais benefícios para as crianças, os adolescentes e os  adultos Índigo e Cristal? A partir de um fortalecimento dos laços com a Mãe Natureza nós teremos seres humanos muito mais equilibrados, energizados, alegres, solidários, cooperativos, harmonizados consigo, com seus semelhantes e assim predispostos a tomar consciência e focar na direção de realizar o propósito e missão que cada um trouxe para essa existência. Ao se reconectarem com a natureza as crianças e adolescentes da geração Índigo e Cristal estarão aptos a manifestarem em plenitude e força total todos os dons e talentos magníficos que carregam em si, em seu DNA já mais ativado e em suas almas naturalmente ansiosas por serem quem vieram ser: Rompedores de sistemas e Pacificadores e ativadores do processo de evolução humana, na Terra.

Reflita muito sobre esse tema, divulgue, desenvolva essas ideias e seja um agente consciente de transformação planetária!

 

Um abraço afetuoso, paz e Luz!

Ingrid